Experiências do meu primeiro Diversão Offline

Experiências do meu primeiro Diversão Offline

Hoje (finalmente rs) venho compartilhar com vocês minha experiência do meu primeiro Diversão Offline! Para quem não sabe, o Diversão Offline é o maior evento da américa latina de boardgame e RPG de mesa, e eu sempre desejei ir nele por esse motivo e também para encontrar com influenciadores, escritores e game designers do meio que me inspiram e para estar em contato profundo com esse “mundo” que me fascina de diversas formas. Também é um bom lugar para adquirir livros de RPG diferenciados e idependentes, que é algo que gosto muito.

Esse ano ele ocorreu nos dias 01 e 02 de junho e, sem dar muitos spoilers do que vocês vão encontrar a frente, eu fui selecionado para mestrar nele, o que melhorou ainda mais a experiência da primeira vez. Foi incrível ter participado dele dessa forma, me diverti muito todos os dias e certamente é algo que não vai sair fácil da minha cabeça até o próximo ano. Eu fui acompanhado da minha digníssima namorada Bia (que escreve no blog Rouxinol Literário, vão lá dar uma conferida!), que desde o começo me apoiou muito para eu ir e vivenciar aquilo que me faz mais feliz.

Essa semana estou voltando a me organizando melhor com os conteúdos do FlameReaper e do blog, com isso teremos algumas publicações derivadas de coisas que fiz na DOFF 2024. Não esqueçam de entrar na minha página do Instagram, link aqui, e conferir os demais conteúdos relacionados ao evento. E agora vamos começar pelo começo, bem antes de eu ir para São Paulo, e compartilhar como eu vim a me tornar um dos mestres selecionados do evento (já se preparem pois a publicação é longa).

Eu lembro na minha época de adolescente (que não faz tanto tempo assim, afinal tenho 22 anos) de estar na casa dos meus avós vendo uma das temporadas do Jogando RPG do canal Game Chinchila e cair em um vídeo deles falando sobre o Diversão Offline. Não me lembro ao certo qual seria esse vídeo e nem a época que isso aconteceu, talvez algo perto de 2018 ou 2019, e ficar maravilhado com a ideia de um evento com foco em boardgame e RPG de mesa, no qual estava me aprofundando cada vez mais nesses tempos não tão longínquos.

Anos foram passando e eu fui cada vez mais me aprofundando no hobby de ser um mestre de RPG, e já faz alguns anos que meus amigos Jaime e Karina da ImpGeek vão no evento, e eu sempre desejei os acompanhar nessa jornada. Ano passado eu me formei na faculdade e decidi que em 2024 seria o ano que iria para a DOFF pela primeira vez. Desde janeiro vinha convivendo com esse pensamento, de estar nesse monte de gente que gosta das mesmas coisas que eu e mergulhar fundo nesse habitat perfeito para minha pessoa. Eu só não esperava que ia acontecer da forma que aconteceu.

No dia 02 de abril, exatamente às 21:02, eu estava na minha cama com meu notebook jogando Hollow Knight, e nesse momento foi quando minha amiga Carol do Mini Project me enviou uma postagem da página do Instagram da DOFF que continha a seguinte mensagem: “Quer narrar uma aventura RPG no DOFF? Inscrições abertas!”. Meu coração pulou da boca, minimizei meu jogo e comecei a ler a publicação com atenção.

Vou dar um pequeno desvio na história para colocar aqui uma informação/contexto importante para quem não tem muita familiaridade com o que eu faço. Prazer, você pode me chamar de Breder, eu sou programador e um apaixonado mestre de RPG que adora de forma profunda e complexa a arte de narrar e contar histórias. Mestro para meus amigos desde 2018, mas em 2022 foi quando mestrei pela primeira vez uma one-shot no Ludo Serra Rio, um evento de boardgame e RPG de mesa da minha cidade e no qual hoje faço parte como um dos organizadores, mas na época era um humilde mestre de RPG. Isso foi o estopim que me levou a mestrar mesas de RPG de mesa em eventos nerds.

Com isso, você consegue imaginar a mesma coisa que pensei assim que recebi a publicação, “Essa é a oportunidade perfeita para mim!”. Eu abri o formulário de inscrição do evento, fui preenchendo cada um dos campos necessários, descrevi minha experiência nessa área e também com minha página de RPG. Enquanto fazia isso, eu mandei mensagem para minha namorada, e pensava como seria incrível eu ir para o Diversão Offline, um evento que vivia no meu imaginário a anos, como um mestre de RPG! Enviei o formulário e retornei para meu jogo, mas agora com a cabeça repleta de pensamentos e sonhos relacionadas a essa possibilidade.

Na véspera do meu aniversário, eu recebi uma mensagem de um número desconhecido. Era um membro da staff do Diversão Offline responsável por essa parte de RPG me perguntando o que eu planejaria para o evento caso fosse selecionado. Meu coração dessa vez gelou, mas prontamente escrevi um pequeno texto falando que iria levar uma aventura de criação própria utilizando o sistema do Tormenta 20 (no qual venho cada vez mais me tornando apaixonado). Mais tarde ele confirmou a entrega de um presentão para mim antes mesmo de ser meu aniversário de fato. Ele disse para mim que eu fui selecionado para ser um dos mestres da Arena Tanares RPG, patrocinada pela Dragori Games e Nerd Bruto.

É muito louco lembrar disso agora estando do lado completamente oposto da história, já tendo ido ao evento, mas o sentimento permanece. Foi como se meu coração fosse engolfado por chamas, um calor aconchegante e acolhedor e a confirmação de um esforço de anos. RPG é algo que me diverte e faço buscando minha felicidade e daqueles que jogam comigo, mas nos últimos anos vinha me aprofundando em seus conceitos e nuances com o propósito de quem sabe entrar nesse mercado ou participar mais desse ecossistema. E essa foi mais uma martelada (mais uma baita martelada) em um prego de um sonho que vai se tornando cada vez mais concreto.

O que segue isso até o primeiro dia do evento é um pouco chato rs. Eu me preparei junto da Bia, comprei passagem, providenciamos o hotel que iriamos ficar. Além disso, claro, eu vinha preparando minha aventura e meu material que iria levar para o evento. Alguns dias antes de ir para São Paulo, estava com o planejamento do que ia mestrar, com bottons com o logo do FlameReaper e com a minha aventura de produção própria, O Carnaval Carmesim, em mãos. Agora era só esperar o dia da viagem.

Foi uma longa introdução, mas acho que valia falar sobre essa história antes mesmo de começar a dizer o que de fato aconteceu no Diversão Offline, mas agora vamos lá. A chegada no evento foi tranquila, eu e Bia fomos para a fila para pegar nossos passaportes de entrada do evento e adentrar nesse mundo que iria desbravar amplamente. A primeira coisa que fiz foi visitar o estande da Editora New Order encontrar com meus amigos Jaime e Karina.

Mais do que antes, aquilo foi mais uma confirmação do que estava acontecendo. “Eu estou no Diversão Offline!”, eu pensava isso a cada passo meu e toda vez que meus pulmões eram preenchidos com o ar daquele espaço. Em diversos momentos do evento eu retornava para o estande para me encontrar com eles, era divertido encontrar com meus amigos ali, falar sobre o que estavamos achando e onde que íamos em seguida.

Vale ressaltar que lá fiz minha primeira compra rs. Mas falarei mais a frente no post sobre tudo que adquiri no evento para aqueles que estão interessados nesta parte.

Fotinhas nossas de quando chegamos no evento

Uma parada obrigatória para mim em eventos nerds desse tipo (que sou extremamente viciado em Tormenta depois que comecei a conhecer mais sobre ele) é ir no estande da Jambô. E esse encontro seria ainda mais especial, visto os acontecimentos recentes em relação ao Rio Grande do Sul. Para mim foi um misto do que sempre sentia ao ver eles e também o pensamento de “caralho, não consigo imaginar quão difícil foi para aqueles que estavam no estado passaram”. Mesmo sendo de Teresópolis, que também passou por uma tragédia climática em 2011, tudo que eu imaginasse não faria jus a realidade.

Nesse momento é ainda mais importante ressaltar duas coisas: não deixe a calmaria da tempestade levar seu coração para longe daqueles que sofreram na tragédia, busque sempre apoiar como pode (incluindo em especial todos os criadores de conteúdo sobre RPG de mesa); RPG e toda obra que envolve arte e criação são coisas imersas em política, nos próximos anos temos que estar ainda mais atentos e eleger pessoas que lutem contra o aquecimento global e se preocupem com as questões climáticas, não pense que porquê não foi com você que não está livre de tragédias como essa.

Chegando no estande eu comecei a passar meus olhos e alcançar os produtos que estava buscando. Um desses era o A Lenda do Dragão de FogoKaryu Densetsu, a edição definitiva do “RPG de lutinha” conhecido anteriormente apenas como Karyu Densetsu, da Nina Bichara e do Thiago Rosa. Ele estava como um dos lançamentos da editora para a DOFF, e logo próximo de mim estava o Thiago assinando os livros. Sempre que me encontro com ele em algum evento que a Jambô está presente ele é muito receptivo e animado. Lembro até hoje da CCXP 2022 ele gritando para o Davide Di Benedetto vir tirar foto comigo, pois estava com o propósito de tirar foto com todos os autores do Coração de Rubi. Ele me ajudou a abrir o meu livro e assinou, fiquei extremamente feliz.

Eu já ia saindo do estande quando meus olhos foram de encontro com ele, Leonel Caldela. Eu sou muito fã dele, e esse ano em especial eu li seu livro O Inimigo do Mundo, primeiro livro da trilogia Tormenta. Eu adquiri os livros da trilogia na CCXP 2022, e pedi para que ele assinasse minha edição. O que eu não imaginava era que dois anos depois o impacto que essa assinatura teria em mim enquanto lia o livro.

Ele escreveu para mim “Não há morte!”, e durante a minha leitura ficava me perguntando qual seria o significado escondido por trás de tais palavras. E, para quem leu o livro sabe, essa é uma frase extremamente importante para um momento da trama, que me fez arrepiar e ter um significado ainda mais completo, tudo porque ele escreveu isso no meu livro. Toda a narração do momento que levou a um personagem dizer tais palavras é muito épico, do sangue dele ser descrito como água, mas a partir de certo momento ser como fogo e leva-lo a um feito extraordinário enquanto entoava tais palavras. Certamente entrarei em mais detalhes em uma publicação futura aqui no blog.

Eu me aproximei dele nesse momento, com muito nervosismo mais motivado pela minha namorada. Quando cheguei, me acalmei e contei para ele (com mais detalhes) essa mesma história que falei para vocês agora. Foi incrível poder concluir esse ciclo e levar para ele essa pequena história que fez diferença para mim em um momento de leitura. Eu nem tirei foto com ele ou pedi uma assinatura em algo que carregava, nem mesmo falei meu nome rs (o que mais tarde me corrigi, mas sem spoilers!), só queria falar com ele isso e sentir em mim o sentimento de completude.

Encontro com o Thiago Rosa e o Leonel Caldela

Agora chegava o momento de eu mais uma vez andar pelo evento e ir de encontro a estandes que me chamassem a atenção, para depois ir para o Indie Valley. Nesse meio tempo fui em alguns estandes, mas nada de muito interessante para relatar para vocês (apenas comprinhas que falarei mais tarde), então vamos juntos em meu relato para o espaço dos desenvolvedores independentes.

Um pouco antes dessa parte e próximo a Arena Tanares estavam algumas editoras de RPG de mesa. Fui direto na Luz Negra Editora, que estava com alguns lançamentos incluindo o que eu estava procurando, o RPG de espada e canção Melodia Perdida, feito pelo Felipe da Silva. Cara, que livro de RPG bonito! Eu apoiei ele no seu financimento coletivo e fui resgatar o meu, e tive a felicidade de me encontrar com o Felipe que assinou meu exemplar. Falei com ele que vim a conhecer o Melodia graças ao meu amigo Daniel Martins, que me apresentou ao financiamento durante uma conversa com eleao fim de uma aula do seu curso de introdução ao game design.

Com o belo Melodia Perdida em mãos (que ganhou os olhares atentos da Bia) fomos ao Indie Valley. Lá, eu e ela ficamos apaixonados pelos trabalhos dos criadores idependentes que estavam presentes. Ela fez algumas comprinhas, incluindo adesivos e o print do Zé Gotinha dando um mata leão em um negacionista. Já eu fui até o espaço da Secular Games, onde queria adquirir o Dungeon World e o Apocalypse World, dois RPG’s importantes que mudaram o mercado em seus lançamentos. Conversei com eles que fui lá inspirado por isso e também pela influência dele no Dagger Heart, que havia mestrado e me deixado com um gosto de quero mais (se quiser saber mais sobre o que achei do Dagger Heart, basta acessar esta publicação do blog: Minha experiência com o Playtest Open Beta de Daggerheart).

Após isso, eu fui embora seguindo minha vida em busca de mais RPG’s (obviamente). O que eu não me liguei aquela hora era que o Campfire Estúdio também estava presente no Indie Valley. Eu me lembrei disso quando olhei o Instagram e vi na parte dos stories o perfil deles, e então fui correndo com a Bia até eles. Chegando lá, eu fui surpreendido pelo Caio Romero que me reconheceu dos meus stories falando sobre o Infærnum e o Coldres (presente no Almanaque do Clube).

Isso foi uma baita surpresa para mim e que me deixou muito feliz por estar ali. Conversamos, trocamos ideia e dei para ele alguns bottons da minha página e a versão impressa da minha aventura O Carnaval Carmesim, que dei de presente para eles com todo orgulho e satisfação que eles retornaram com muito carinho e bottons, adesivos e a expansão Colossos de Infærnum junto da minha compra do Temporadas Infærnum, que possui conteúdo para jogos organizados do sistema. Queria aqui deixar meu agradecimento para toda a equipe do Campfire Estúdio, que lança coisas magníficas e que muitas delas vocês podem encontrar na sua assinatura do Campfire Clube.

Vou adicionar a essa parte do meu relato o meu encontro com a Nadja do Experimento 237. Eu conheci ela através do twitter (que me recuso a chamar de X) com suas análises das capas dos livros da revisão da quinta edição de D&D, que me cativaram de primeira. Na semana anterior a DOFF eu vi um post dela perguntando se algum dos seus seguidores gostaria de comprar com ela um coldre de livro (isso mesmo que você leu) para ela entregar durante o evento. Achei sensacional o aparato e minha namorada também e já logo pedi para ela separar dois.

Ela estava presente na Arena Tanares grande parte do dia, junto das atividades relacionadas ao Tanares RPG. Aguardei o momento perfeito para falar com ela, e disse para ela como a conheci e que queria conhecer ainda mais do seu conteúdo. Pegamos os coldres de livros e dei para ela O Carnaval Carmesim, e fiquei todo bobo e orgulhoso quando ela me pediu para assinar para ela. Fiquei impressionado que outras pessoas que dei minha aventura pediram minha assinatura, e acho que preciso treinar melhor minha assinatura rs.

Além de visitar estandes, comprar coisas, me encontrar com amigos e distribuir humildemente meu trabalho (e assinar ele), uma outra coisa que fiz bastante foi ver palestras sobre RPG de mesa. As duas que fui foram “Da tela à mesa: Técnicas criativas em sessões de RPG” e “Mestre como os mestres: Os pilares para um bom RPG”. Valeu super a pena ter assistido as duas, foi bom poder escutar de mestres experientes conhecimento que poderia aplicar em minhas mesas para melhorar ainda mais aspectos narrativos, mecânicos e aumentar a diversão de todos na mesa (algo muito valioso para mim pela minha presença em eventos como mestre de RPG e levando minhas aventuras para outros conhecerem).

Foto da palestra sobre técnicas criativas em sessões de RPG

No fim do evento, eu e Bia fomos assistir ao vivo o Goblin de Ouro, a premiação do Diversão Offline para editoras, autores e criadores de conteúdo do meio do RPG de mesa. Foi sensacional acompanhar isso ao vivo e em cores, ver pessoas que acompanho a anos desde minha adolescência recebendo prêmios pelos seus trabalhos. Quero ressaltar dois momentos, que foi quando o Caquitas Podcast ganhou o prêmio de Melhor Podcast de RPG (que também ganharam em 2023) e quando a Jambô recebeu o prêmio de Melhor Suplemento, pelo Atlas de Arton.

O discurso da Paula Pötter e da Renata Bruscato foi sensacional e super importante. Elas ressaltaram como existe político no meio do RPG e como isso era importante no momento que o Rio Grande do Sul está passando, falando sobre se preocupar em quem votar, sobre o aquecimento global e as questões políticas. Muito do que falei anteriormente no post sobre essa questão foi inspirado no que elas falaram, sobre a importância de se posicionar perante essa tragédia.

Além disso, tivemos o discurso do Thiago Rosa ao receber junto do Leonel Caldela o prêmio de Melhor Suplemento. Ele falou sobre o trabalho dele com o atlas, sobre a criação do reino de Ubani e como isso era uma conquista importante para ele como fã de Tormenta e pessoa negra, o fato de agora ser canônico no cenário um reino populado majoritariamente de pessoas negras. Dava para sentir na fala dele, enquanto chorava, a importância dessa representatividade e desse trabalho para ele, algo forte e uma conquista reconhecida com o prêmio.

Fotos de alguns dos ganhadores do Goblin de Ouro 2024

Finalmente acabei meu relato sobre o primeiro dia, vou confessar que não esperava que ia levar tanto tempo para descrever o que aconteceu em um só dia de evento (nesse momento estou completando 3 horas sentado na frente do computador escrevendo). Foram muitas emoções e conquistas que me deixaram feliz e realizado só de ter chegado até ali, isso que ainda não tinha nem mestrado minha mesa já que seria no domingo. A noite, eu e Bia saímos para jantar e depois retornamos ao hotel para organizar nossas comprinhas.

Todos os livros de RPG de mesa que adquiri no Diversão Offline 2024

Falando em compras, não posso deixar de falar sobre parte do que adquiri. Não vou colocar cada bottom ou adesivo que peguei, vou focar no que importa, que são os livros de RPG (se você quiser ver tudo que peguei, você pode ir no destaque da DOFF 2024 no FlameReaper). Vamos lá!

  • A minha primeira compra foi na Editora New Order, onde peguei a versão físico do Pugmire e seu escudo do mestre. O fato curioso é que eu apoiei o financimento do sistema, mas só possuia de forma digital.
  • Peguei na Jambô A Lenda do Dragão de Fogo, como disse anteriormente em meu texto. Estou doido para ler o sistema e poder mestrar um torneio de luta bem no estilo Dragon Ball.
  • Na Buró eu adquire o Arkhi, um cenário de campanha de Old Dragon 2e. No seu financiamento eu peguei os livros básicos em formato físico e os demais em formato digital, e a estética do livro sempre me chamou muita atenção e decidi que tinha que tê-lo de forma física.
  • Na Luz Negra Editora eu resgatei o meu Melodia Perdida, que também citei anteriormente em meu texto. Certamente será um dos primeiros que irei jogar dentro os outros nessa lista.
  • Na Secular Games peguei os famosos Apocalypse World e Dungeon World, que estou bastante ansioso para ler (mas ainda não planejo mestrar alguma mesa deles). Junto da minha compra eles adicionaram o zine Novos Olhares, Para Uma Nova Fantasia, que é um pequeno suplemento para o Dungeon World que reve e discuti o conceito de raça no RPG, que vem sendo foco de algumas discussões nos últimos anos.
  • Por fim, mas não menos importante, eu peguei com a galera do Campfire Estúdio o zine do Temporadas Infærnum I + II + III, que traz conteúdo para jogos organizados do sistema. Esse daqui eu já li e achei sensacional o conteúdo para o sistema, simples de absorver mas com horas de diversão.

O foco para mim no segundo dia era a preparação e “mestração” da minha mesa de RPG que planejei para o evento. Dessa vez, eu e Bia entramos no evento antes dele abrir para poder organizar a minha mesa (muito chique por sinal). Eu estava com minha nova bolsa de mestre lotada com as coisas que preparei para minha mesa de Tormenta 20. A aventura que preparei se passa no cenário homebrew que jogo com meus amigos e já estava a um tempo engavetada. Minha principal inspiração para ela foi um pesadelo da Bia, que ela havia me contado em uma manhã no ano passado e que guardava com carinho por ter relação com RPG de mesa, para poder depois usar contra ela *inserir risada maléfica*.

Terminei de me organizar faltava poucos minutos para a abertura do Diversão Offline. Apesar da situação que poderia parecer estressante, eu estava especialmente relaxado e confiante na minha habilidade. Nesses momentos não importa se sou um mestre excelente ou medíocre, eu só me importava com o objetivo, que era levar uma mesa divertida e empolgante para meus jogadores. Nela, jogaram minha namorada Bia e outros dois jogadores, e durante a aventura toda nos divertimos bastante. A jogadora que participava estava jogando pela primeira vez, e saiu dali bastante inspirada, o que me deixou muito feliz.

Algumas das fotos da minha mesa no evento, vão conferir o FlameReaper para ver o reels que gravei da mesa (que vai ou saiu no dia 22/06)

Não darei muitos detalhes da minha aventura, pois ela será publicada aqui no blog de forma gratuita dentro de um ou dois meses (espero que seja no mês de julho). Se você não quiser perder a oportunidade de material gratuito, basta assinar o blog e também me seguir no FlameReaper. Queria agradecer aqui algumas das pessoas que tornaram isso possível: primeiro a minha namorada Bia, que sempre me da muito suporte e aceita minhas ideias malucas; e ao Jaime da ImpGeek que imprimiu a monstruosidade que utilizei contra meus jogadores e que sempre me apoia também nas minhas ideias de monstros e mesas bizarras.

Outro fato importante sobre o segundo dia foi a Jambô no palco do evento para falar dos 25 anos de Tormenta. Além das coisas boas, eles também falaram um pouco sobre a situação da editora em meio a tragédia do Rio Grande do Sul, que graças ao apoio da comunidade com a pré-venda solidária do Guerra Artoniana, nova jornada heroica baseada na stream da Guilda do Macaco.

Todos os anuncios foram muito empolgantes, o primeiro foi a vinda através deles dos materiais do Critical Role (que como eles falaram ninguém sabia que eram esses os anúncios supresa rs), e também sobre o novo financiamento para comemorar o aniversário do Tormenta, com os novos suplementos Heróis de Arton e Deuses de Arton. Esse anúncio me fez cogitar a troca de sistema da minha mesa com meus amigos de D&D 5e para Tormenta 20.

Após isso, nos direcionamos novamente ao estande da Jambô, na esperança de reencontrar com o Leonel para ela assinar o meu livro do Tormenta 20 e o “tormentinha” da Bia. E fomos bem-sucedidos! Chegando lá encontramos com ele e esperamos a nossa vez para que ele assinasse nossos livros. Durante a fila eu tive uma ideia, e quando cheguei nele pedi para que, além de colocar sua assinatura em meu livro, colocasse “Não há morte!” próximo ao símbolo de Thyatis na parte dos deuses do T20.

O engraçado é que, além de mim, a Bia também estava um pouco tímida, mas puxei ela e disse para ele que havia introduzido o sistema para ela, mestrando aventuras para ela. E então ele foi lá, assinou o livro dela e ainda deu um “bônus fixo” de +2 em jogadas de atauqe contra monstros (ele não quis facilitar minha vida rs). Também cheguei a comentar para ele que havia mestrado uma aventura de T20 na DOFF e que foi graças a isso que vim para o evento em São Paulo.

E foi isso, esse foi meu relato sobre minha primeira vez no Diversão Offline. Espero que ainda tenha alguém comigo lendo esse texto hahahaha. Foi longo, mas foi legal poder relatar o que vivenciei com o evento e o quanto foi especial para mim. Mas agora vocês sabem porquê a demora para falar sobre a DOFF.

Certamente retornei para casa extremamente inspirado por todos criadores e autores com quem me encontrei. Quero me dedicar ainda mais a página e principalmente a produzir conteúdos de RPG de mesa. Quero produzir aventuras, suplementos não oficias e até quem sabe sistemas simples para vocês jogarem. Esse ano completa 11 anos (metade da minha idade) que RPG faz parte da minha vida, e isso nunca vai me deixar, quero melhorar, me tornar um game designer e um mestre melhor.

Queria agradecer aqui no final todos aqueles que me trataram com carinho no evento, que me acolheram, pegaram minha aventura que escrevi e guardaram, isso faz toda a diferença para mim que sou tão novo nesse meio, mas cheio de vontade de fazer mais. Além disso, tenho que agradecer a vocês que me apoiam com a página, com minhas mesas nos eventos, que estão presentes apoiando o meu trabalho.

Por fim, o maior agradecimento de todos vai para minha namorada Bia. Sem ela, o FlameReaper não existiria e muito menos a Cripta do Conhecimento (ou seja, você também tem muito a agradecer a ela!). Meu amor por você a cada dia cresce muito, ainda mais quando você escolhe por vontade própria ir de ônibus para São Paulo, em uma viagem de 6 horas chegando de madrugada (voltando para Teresópolis no mesmo pique), passar dois dias com seu namorado em um evento nerd. Isso me faz muito feliz.

A você que durou nesses 20 minutos de leitura, você é um guerreiro, obrigado também!

Mural de destaques